quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Biscoitos de canela e chocolate (veganos) - Especial Halloween


Como Especial de Halloween vim trazer essa receita que eu inventei parcialmente no halloween do ano passado. Usei como base uma receita simples de biscoito de canela e criei as decorações por cima. Você vai precisar de:

I n g r e d i e n t e s:

Papel manteiga
1 barra de chocolate (160g) sem leite na composição
Recheio de bolacha Escureto (versão vegana da Negresco)
1. 1/4 de xícara de farinha de trigo
5 colheres de sopa de açúcar cristal
1/ 1.2 colheres de sopa de canela
6.1/2 colheres de sopa de óleo de soja
6 colheres de sopa de leite vegetal (usei o de soja)


  • M o d o   d e   p r e p a r o
  • Preaqueça o forno a 180ºC. Unte com óleo e forre uma forma grande com papel manteiga. Em uma vasilha coloque todos os ingredientes e misture até obter uma massa homogênea. Com ajuda de um rolo de cozinha (ou uma garrafa de vidro. Eu usei uma de vinho vazia) estique a massa até que fique com mais ou menos 0,5cm de espessura. Depois corte os biscoitos com os cortadores que desejar. Coloque-as na forma e leve ao forno durante 12 a 15 minutos. Não se preocupe com a consistência da massa na hora de tirar do forno. Esses biscoitinhos só costumam ficar duros quando esfriam. Enquanto os biscoitos esfriam, quebre a barra de chocolate em pedaços menores e a derreta em banho maria. Quando esfriar suficiente para não queimar as mãos, fure uma das extremidades de um saco plástico com um palito de dente ou com um dos dentes de um garfo. Coloque o chocolate na adaptação de manga de confeiteiro e desenhe os padrões de halloween que quiser nos biscoitos. Use os recheios da bolacha para complementar a decoração, fazendo olhinhos ou envolvendo toda a superfície da bolacha para criar a carinha do Jack Skellington como eu fiz. Também é possível adaptar outros tipos de decoração tingindo o recheio da bolacha com corante alimentício. Quando os biscoitos tiverem prontos mantenha na geladeira para evitar que o chocolate derreta.
  • Pronto! 

domingo, 24 de maio de 2020

(Semana #1) Festa solitária, Machado de Assis, leituras, RuPaul's e filmes de terror.


Essa semana fiz uma das festinhas solitárias noturnas que eu frequentemente faço. Vinho tinto, cookies de okara e coco, penumbra, minhas velas, incenso de morango, Chelsea Wolfe tocando e as doguinhas como companhia. ❤ Também tentei fazer desenho digital pela primeira vez por um aplicativo chamado Painter (no celular mesmo e com uma caneta digital caseira) e descobri que isso pode ser mais difícil do que qualquer outro tipo de desenho que eu já fiz. Não concluí e estou bem desanimada para continuar por enquanto, infelizmente. Virei duas noites nervosa vendo os vídeos enormes de maquiagem da Karen Bachini enquanto devorava um bolo de chocolate com muita calda compulsivamente. Ver vídeo de maquiagem é meio terapêutico pra mim, ainda não descobri o porquê. Além de ver vídeos de maquiagem também fiz uma maquiagem vermelha essa semana. Assisti aos filmes de terror em sala virtual e com amigos virtuais que ando assistindo diariamente desde o final de março ( alguns vão estar na postagem de melhores filmes do mês): Corrente do Mal, O Albergue I, O Albergue II, Temos Vagas, Você é o Próximo, O Ritual, A Última Casa à Esquerda e O Exorcista.

No início dessa semana comecei a explorar de verdade a playlist de contos e audiolivros que criei no Youtube depois de me dar conta de que esse (audiolivro) era um formato que eu nunca havia experimentado até pouco tempo. Comecei por um resumo de Romeu e Julieta do canal Casca de Noz Audiolivros e terminei conhecendo um dos contos mais famosos do Machado de Assis, O Espelho, por influência de um projeto chamado 1ª Semana da Literatura Brasileira que acompanhei pela internet no início do mês (todo o apreço das meninas pelo Machado me fez perceber que por muito tempo eu ignorei a literatura clássica brasileira e li só livro estrangeiro traduzido e isso é bem ruim mesmo). Coincidentemente encontrei muitos canais de contos quando eu estava curiosa pelo Machado, então resolvi unir as duas coisas e ouvir O Espelho antes de pegar Machado pra ler mesmo, em vez de ouvir. 
Pra ser sincera eu tenho Dom Casmurro aqui em casa e comecei a leitura uns anos atrás, mas nunca terminei. Ter lido o pouco que eu li me deixou a impressão de que Machado é sempre sinônimo de texto maçante e pesado, mas esse conto mudou minha concepção, e eu tenho certeza de que o fato de eu ter ouvido não influenciou em quase nada nessa mudança. Logo que eu puder vou pegar o conto escrito pra confirmar isso. O Espelho - Esboço de uma nova teoria da alma humana (1882) é uma crítica bem sutil à sociedade de aparências. Bom pra ouvir deitada, com alguma vela e um incenso, como eu sempre faço quando ouço mini documentários de criminologia/true crime pelo Youtube. ❤
"Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para entro... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica. Se me replicarem, acabo o charuto e vou dormir. A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira."
Audiolivro de O Espelho a seguir e PDF do conto para baixar aqui. 


Essa semana também terminei de ler O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Me senti motivada a voltar a ler ele (outra leitura que abandonei, dessa vez em 2016) depois de visitar de novo o Blog da Moth Mouth, meu favorito desde que conheço a blogosfera (é uma pena que ela tenha parado de escrever), e também o blog que me apresentou a esse livro em 2014 através dessa postagem. Com certeza vou trazer uma postagem especial só para esse livro (e para adaptação no cinema). Ele é lindo esteticamente e me traz uma nostalgia enorme pelas fotografias antigas. Foi muito gostoso ler. Ocupou toda minha atenção em um momento que eu precisava muito da leitura (na minha cidade está acontecendo lockdown e também estávamos todos sem internet por três dias. Aposto que muita gente pirou de verdade com essa combinação infeliz hahaha).


Depois de terminar esse livro me peguei com saudades de consumir algo bem bobo, sem trama muito complicada, só pra passar o tempo, então voltei a assistir a RuPaul's Drag Race e passei muita raiva com a segunda temporada, principalmente com a vencedora. É muita síndrome de Regina George pra uma temporada só, vamos combinar! Torci para a Jujubee, odiei o hate desnecessário sobre a Tatianna e tive certeza de que se a personalidade da Raven não fosse tão ácida eu torceria pra ela só pela beleza (melhor maquiadora da temporada e melhor estilo).


terça-feira, 12 de maio de 2020

Bolo de Paçoca (vegano)


🥜 I n g r e d i e n t e s:

3 xícaras de farinha de trigo
3/4 de xícara de açúcar mascavo
1 pitada de sal
1 colher de sopa de fermento
11 paçocas 
1/3 de xícara de óleo
1 xícara de água

🥜 M o d o  d e  p r e p a r o:

Em uma tigela penere o fermento, a farinha e o sal. Acrescente o açúcar. Misture. Em outra vasilha pequena esfarele bem 5 paçocas (tem que ficar em pedaços bem pequenos mesmo senão a massa vai ficar com o gosto de paçoca em apenas algumas partes). Misture as paçocas no primeiro recipiente e acrescente a água e o óleo aos poucos.
Misture.
Unte uma forma com óleo e enfarinhe. Despeje a mistura e deixe assar por aproximadamente 25 minutos ou até espetar um palito e ele sair limpo.

🥜 C o b e r t u r a:


No liquidificador coloque as 6 paçocas restantes com 1. 1/2 xícara de água quente e bata até ficar homogêneo. Acrescente 1/2 colher de sopa de amido de milho e bata mais uma vez. Leve a mistura para a panela e cozinhe em fogo baixo até ficar grosso.

Passe uma faca nas bordas da forma em que o bolo está e desenforme quando ele já estiver frio. Cubra o bolo com a cobertura e se quiser adicione mais paçoca para decorar.

Está Pronto!

domingo, 10 de maio de 2020

Meu interesse em filmes no isolamento social e meu hábito de leitura

Ficar mais em casa está me dando a oportunidade de continuar tentando recuperar o meu hábito de leitura. Tenho quase certeza de que li muito mais dos doze aos quinze anos do que li nos últimos cinco anos. Ano passado me esforcei um pouco mais, mas pelo que eu conto não passei de dez livros (a maioria bem curtos, mas em compensação com linguagem mais desafiadora, como os de teoria política anarquista do Pierre-Joseph Proudhon). Esse ano comecei com A História da Bruxaria, Quando a Noite Cai (por nostalgia e saudades da minha autora favorita da pré-adolescência, a Carina Rissi) e consegui demorar dois meses pra ler Drácula (eu tô muito desacostumada, socorro). 
Ter começado Drácula me fez lembrar que eu sempre estive bem mais distante da arte e da cultura gótica e de terror (em todos os sentidos: literatura, cinema, tudo) do que eu gostaria. Do ano passado para trás eu só não era uma pessoa que assistia a filmes. Eu me apeguei a uns cinco ou seis e ficava repetindo os mesmos sem parar de tempos em tempos. Eu não tinha nenhum serviço de streaming até o ano passado, até hoje não sei baixar Torrent e depois de passar uma raiva desgraçada procurando filme em páginas online aleatórias  daquelas irritantes que se mantêm de propaganda e te redirecionam pra quinhentas páginas do nada sem você ter solicitado  achei que tinha desistido disso de uma vez. Mas no início desse ano me veio do nada uma lembrança do primeiro filme de terror que assisti com os amigos da minha antiga cidade. Então eu arrumei um jeito de reassistir  àquela refilmagem de A Morte do Demônio de 2013 e acho que a partir daí me empolguei, porque um ano atrás eu nunca poderia me ver como alguém que assiste a pelo menos um filme por dia, como acabei concluindo esse mês de abril. 
Então eu vi a franquia inteira do Brinquedo Assassino, que minha prima me contava com o maior horror do mundo na minha infância e no final acabei achando os primeiros filmes bem fraquinhos. Mas gostei de verdade de O Culto de Chucky (2017), que aparentemente todo mundo na internet odiou, e isso me deixou pensando se eu tenho mau gosto haha. É que qualquer coisa com o mínimo apelo psicológico me deixa fascinada demais, então não tinha mesmo como eu odiar. Outro clássico com apelo psicológico que me agradou demais foi Psicose (1960). Finalmente entendi a cena da banheira da qual os horror lovers tanto falam e o plot do final com toda a explicação da lógica na mente do Norman é impecável, sem tirar nem pôr. Assisti aos três filmes da Centopeia Humana e não entendi todo o auê sobre eles. Tem filmes muito piores. Fiquei indiferente a O Bebê de Rosemary (1969), amei a Divine em Pink Flamingos  (1972) (e inclusive fiz uma maquiagem baseada na dela. Rupaul teria ficado orgulhosa de mim, certeza, hehe) porque os trejeitos e a aparência dela me remetem muito à Anna-Varney Cantodea do Sopor Aeternus. Encontrei os dois filmes que eu me lembrava de ter assistido anos atrás e gostado muito mas não lembrava os nomes (Filha das Sombras e A Casa Silenciosa), reassisti àquela trindade dos filmes de terror infantil que me davam medo na infância, Coraline, A Noiva Cadáver e A Casa Monstro). 
Descobri que cinema em preto e branco não me deixa mais com sono depois de rever Nosferatu (1922) (e também depois de Psicose e alguns episódios da série original de A Família Addams de 1964), e dessa vez entender de fato a história porque eu finalmente li Drácula (aliás, que grande sacanagem aquela história da briga pelos direitos autorais da história entre a viúva do Bram Stoker e os caras que produziram Nosferatu. Conde Orlok foi despretensiosamente a primeira representação do Drácula no cinema a contragosto da mulher. Uma verdadeira treta hehe). Não só não me deixa mais com sono como eu sinto que vai ser um dos meus interesses nesse empenho todo de assistir aos clássicos cada vez mais antigos (dá uma olhada no instagram @cantodosclassicos e no site deles e me conta se não dá de repente uma curiosidade de conhecer mais sobre a história do cinema, os movimentos cinematográficos, etc?). Enfim, no meio dessa coisa toda de correr atrás de filmes sozinha sem experiência nenhuma nessa parte da internet, acabei encontrando pessoas incríveis em um grupo de terror no Whatsapp e agora assistimos a pelo menos um filme de terror todas as noites. Espero que o meu interesse em filmes e o esforço para voltar a ler não vá embora com a rotina depois que o período de isolamento social acabar.

OBS: pode ser que eu faça postagens separadas para algumas das coisas que eu citei. Vou linkando os textos nessa postagem assim que eles estiverem prontos.